Frente 1

Indicadores Econômicos

13 indicadores · Fonte primária: IBGE, Banco Central, DIEESE, Banco Mundial

⚠️ Nota metodológica: Indicadores de fluxo mostram trajetória (início → pico/vale → fim). Indicadores de estoque mostram o saldo (início e fim de mandato). Indicadores de média mostram desempenho geral. Onde a série histórica tem ruptura metodológica, isso está indicado no card.
📊 Média

Crescimento do PIB

Variação real anual · IBGE / SCN · 1995–2025
GovernoMédia a.a.Melhor anoPior ano
FHC (95–02)~2,4%+4,2% (1995)0,0% (1998)
Lula (03–10)~4,1%+7,5% (2010)-0,1% (2009)
Dilma (11–16)~0,4%+4,0% (2011)-3,6% (2015)
Temer (16–18)~1,6%+1,8% (2018)+1,3% (2017)
Bolsonaro (19–22)~1,2%+4,6% (2021)-3,9% (2020)
Lula 3 (23–25)~2,9%+3,4% (2024)+2,9% (2023)

Pior ano de cada governo: FHC (crise Ásia/desvalorização), Lula (crise financeira global 2008), Dilma (recessão doméstica), Bolsonaro (pandemia COVID-19). A média de Bolsonaro sem 2020 seria ~2,9%.

Fonte: IBGE / Sistema de Contas Nacionais · ibge.gov.br/explica/pib.php

📦 Estoque

PIB per capita (US$ correntes)

Início e fim de cada mandato · Banco Mundial · 1995–2024
GovernoInícioFimΔ
FHC 1 (95–98)US$ 4.852US$ 5.124+5,6%
FHC 2 (99–02)US$ 4.300US$ 2.844-33,8% ★
Lula 1 (03–06)US$ 3.078US$ 5.906+91,9%
Lula 2 (07–10)US$ 7.374US$ 11.341+53,8%
Dilma 1 (11–14)US$ 13.326US$ 12.147-8,8%
Dilma 2 / TemerUS$ 12.147US$ 8.813-27,4%
Bolsonaro (19–22)US$ 9.011US$ 9.256+2,7%
Lula 3 (23–24)US$ 10.350US$ 10.282-0,7%

★ FHC 2: a desvalorização do real de jan/1999 reduziu drasticamente o PIB per capita em dólares correntes, embora o PIB real em reais tenha crescido. Isso é efeito câmbio — não retração da economia doméstica. O pico histórico foi em 2011: US$ 13.396.

Fonte: Banco Mundial / Worldometer compilando dados do Banco Mundial · worldometers.info

〰️ Fluxo

Inflação IPCA

Acumulado total do mandato + pico anual · IBGE · 1995–2026
GovernoAcumuladoMédia a.a.Pico anual
FHC 1 (95–98)+43,5%9,5%22,4% (1995)
FHC 2 (99–02)+39,9%8,8%12,5% (2002)
Lula 1 (03–06)+28,2%6,4%9,3% (2003)
Lula 2 (07–10)+22,2%5,1%6,5% (2008)
Dilma (11–16)+25,6%6,4%10,7% (2015)
Temer (16–18)+11,5%3,7%6,3% (2016)
Bolsonaro (19–22)+26,9%6,2%10,1% (2021)
Lula 3 (23–ago/26)+17,9% ★5,0%5,8% (2025)

★ Menor inflação acumulada antes de eleição desde o Plano Real. Meta vigente: 3,0% ± 1,5 pp (a partir de 2025).

Fonte: IBGE/IPCA · ibge.gov.br/explica/inflacao.php

〰️ Fluxo

Taxa Selic

Entrada → Mínima → Máxima → Saída · Banco Central / COPOM · 1995–2026
GovernoEntradaMínimaMáximaSaídaMédia
FHC 1~53%~19%~45%~29%~33%
FHC 2~29%~15%~26%~22%~19%
Lula 125,5%13,25%26,5%13,25%18,7%
Lula 213,25%8,75%13,25%10,75%11,1%
Dilma 110,75%7,25%12,5%11,75%9,9%
Dilma 211,75%11,75%14,25%14,25%13,8%
Temer14,25%6,5%14,25%6,5%10,9%
Bolsonaro6,5%2,0% ★13,75%13,75%6,6%
Lula 313,75%10,40%14,90%14,15%12,5%

★ 2,0% em ago/2020: mínima histórica — resposta do BC à pandemia, não política fiscal. A média de 6,6% (Bolsonaro) é a menor do século, mas esconde que o governo entrou com 6,5% e saiu com 13,75%. BC autônomo desde fev/2021 (LC 179).

Fonte: Banco Central / COPOM · bcb.gov.br/historicotaxasjuros | dadosdemercado.com.br/selic

〰️ Fluxo

Taxa de Desemprego

Início e fim de cada mandato · IBGE/PME (até 2016) e PNAD Contínua (de 2016 em diante)
GovernoInícioPicoFimMetodologia
FHC (95–02)~6,5%~12,5% (2002)~10,5%PME
Lula (03–10)~12,4%~12,4% (2003)~5,3%PME
Dilma (11–16)~5,3%~11,3% (ago/16)~11,3%PME / PNAD
Temer (16–18)~11,3%~13,7% (2017)~11,7%PNAD Cont.
Bolsonaro (19–22)~11,7%~14,9% (mar/21)~7,9%PNAD Cont.
Lula 3 (23–26)~7,9%~7,9% (início)~5,3% ★PNAD Cont.

⚠️ PME (metrópoles) e PNAD Contínua (nacional) têm metodologias diferentes — a PNAD registra taxas sistematicamente maiores. Comparar os dois conjuntos diretamente é inadequado. ★ mínimo histórico da série PNAD Contínua (jul/2026).

Fonte: IBGE / PNAD Contínua e PME · ibge.gov.br

〰️ Fluxo

Rendimento médio real dos trabalhadores

R$ deflacionados (preços 2024) · PNAD Contínua/IBGE · Série começa em 2012
AnoGovernoRendimento (R$)Var. a.a.
2012Dilma 1~R$ 2.929— início da série
2015Dilma 2~R$ 2.862-4,3%
2018Temer~R$ 2.873+0,7%
2019Bolsonaro~R$ 2.836-1,3%
2021Bolsonaro~R$ 2.736-7,7%
2022Bolsonaro~R$ 3.032+10,8% ★
2024Lula 3~R$ 3.225+3,7%
2025Lula 3~R$ 3.560+5,7%

★ O aumento de 2022 é em parte estatístico: trabalhadores de baixa renda perderam emprego primeiro na pandemia, elevando artificialmente a média dos que permaneceram. Série começa em 2012 — FHC, Lula 1+2 e Dilma 1 não têm dado comparável.

Fonte: IBGE / PNAD Contínua Retrospectiva 2012–2025 · ftp.ibge.gov.br

📦 Estoque

Salário mínimo — ganho real acumulado

Reajuste acima da inflação (INPC) · DIEESE · 1995–2026
FHC (R$100 → R$200)+33% real
Lula (R$200 → R$510) ★+72% real
Dilma (R$510 → R$880)+54% real
Temer (R$880 → R$954)-0,3% real
Bolsonaro (R$954 → R$1.212)~0% real
Lula 3 (R$1.320 → R$1.518)Ganho positivo

★ Maior ganho real desde o Plano Real. Temer e Bolsonaro abandonaram a política de valorização — reajuste só pelo INPC (inflação), sem ganho acima dela. Lula 1+2 e Dilma adotaram política explícita de valorização (PIB + INPC).

Fonte: DIEESE · dieese.org.br | Banco Central do Brasil

〰️ Fluxo

Informalidade do trabalho

% de trabalhadores sem carteira/CNPJ · PNAD Contínua/IBGE · Série começa em 2012
AnoGovernoTaxa de informalidadeAbs. (mi)
2012Dilma 1~36,8%—
2014Dilma 1 ★~35,6%~34,6 mi
2018Temer~38,2%—
2019Bolsonaro~41,1%~38,4 mi
2022Bolsonaro~39,6%~38,8 mi
2024Lula 3~38,5%~39,5 mi

★ Menor taxa da série em 2014 (Dilma). Série começa em 2012 — períodos anteriores não têm dado comparável nessa metodologia. Em 2020, a taxa caiu artificialmente porque informais perderam emprego primeiro na pandemia. Em números absolutos, 2024 tem mais informais que 2019.

Fonte: IBGE / PNAD Contínua · sidra.ibge.gov.br

📦 Estoque

Dívida pública bruta (% PIB)

Início e fim de cada mandato · Banco Central (DBGG) · 1995–2026
GovernoInícioFimΔSérie
FHC (DLSP)~30%~60%▲ +30 ppDLSP*
Lula~60%~53%▼ -7 ppDLSP/DBGG
Dilma51%70%▲ +19 ppDBGG
Temer70%75%▲ +5 ppDBGG
Bolsonaro75%71,7%▼ -3,3 pp ★DBGG
Lula 371,7%82,9%▲ +11,2 ppDBGG

*FHC: Dívida Líquida (DLSP) — metodologia diferente da DBGG usada a partir de 2006. Não comparável diretamente. ★ A queda em Bolsonaro reflete em grande parte a inflação alta de 2021–2022 inflando o PIB nominal (denominador), não austeridade fiscal. Em R$ nominais, a dívida cresceu R$1,95 trilhão no período. A expansão em Lula 3 é real: déficit primário + Selic alta.

Fonte: Banco Central / Nota de Política Fiscal · bcb.gov.br | IFI/Senado

📦 Estoque

Reservas internacionais

Saldo no início e fim de cada mandato · Banco Central · 1995–2024
MomentoGovernoReservas (US$ bi)
dez/1994FHC (entrada)~US$ 38 bi
dez/2002FHC (saída)~US$ 16 bi (líquido) ★
dez/2010Lula (saída)~US$ 288 bi
mar/2016Dilma (saída)~US$ 372 bi (pico)
dez/2018Temer (saída)~US$ 374 bi
jan/2019Bolsonaro (entrada)~US$ 390 bi
dez/2022Bolsonaro (saída)~US$ 324 bi (-US$ 66 bi)
dez/2024Lula 3~US$ 360 bi

★ FHC 2 saiu com reservas líquidas negativas em momentos da crise cambial de 2002. A queda de US$66 bi em Bolsonaro reflete intervenções do Banco Central no câmbio para defender o real, não má gestão direta.

Fonte: Banco Central / Setor Externo · bcb.gov.br/setor_externo

📊 Média

Investimento Estrangeiro Direto — estoque (% PIB)

Estoque acumulado no fim de cada mandato · Banco Central · Série desde 1995
MomentoGovernoEstoque IED (% PIB)
1995FHC (início série)6,1% do PIB
2000FHC 217,1% do PIB
2010Lula (saída)25,2% do PIB
2019Bolsonaro (entrada)34,6% do PIB ★
2022Bolsonaro (saída)~37% do PIB
2023Lula 345% do PIB
2024Lula 346,6% do PIB ✦ recorde

★ Primeira vez acima de 30%. ✦ Recorde histórico da série (Banco Central). Nota: a queda do real em 2024 (R$4,84→R$6,19/dólar) reduziu o estoque em dólares absolutos de US$1,3 tri (2023) para US$1,14 tri (2024), embora o percentual do PIB seja maior.

Fonte: Banco Central / Censo de Capitais Estrangeiros · bcb.gov.br | Agência Brasil (set/2025)

〰️ Fluxo

Cesta básica — poder de compra do SM

% do salário mínimo líquido consumido pela cesta básica em SP · DIEESE · 1995–2026
1995 · FHC início~98%
2002 · FHC fim~70%
2010 · Lula fim~50%
2014 · Dilma 1 ★ mínima~45%
2022 · Bolsonaro fim~66%
jun/2026 · Lula 3 (R$965,47)~64%

★ 2014: melhor poder de compra desde o Plano Real. Indicador mais honesto para o bolso: o preço nominal da cesta sempre sobe com inflação. O que importa é quanto ela representa do salário — que depende tanto do preço quanto da valorização do SM.

Fonte: DIEESE / Pesquisa Nacional da Cesta Básica · dieese.org.br/analisecestabasica

📊 Média

PAC — Investimentos em infraestrutura

Total previsto vs. executado por programa · Ministério do Planejamento · Série desde 2007
ProgramaGovernoPrevistoExecutado% exec.
PAC 1Lula 2 (07–10)R$ 657 biR$ 619 bi~94%
PAC 2Dilma 1 (11–14)R$ 955 bi → R$ 1,1 triR$ 796 bi~72%
PAC 2 (cont.)Dilma 2 / Temer—R$ 364 bi (35,1% do previsto 2015–18)35,1%
Novo PACLula 3 (23–26)R$ 1,8 triEm andamento—

Série histórica começa em 2007 (PAC 1, governo Lula 2) — não cobre FHC, Lula 1 e Dilma 1 com essa metodologia. O PAC combina recursos federais, estatais e privados — o valor "executado" inclui obras ainda em andamento ao final de cada período.

Fonte: Ministério do Planejamento / Balanços PAC · Agência Infra (dez/2025)

Frente 2

Indicadores Ambientais

1 indicador · Fonte primária: INPE/PRODES

〰️ Fluxo

Desmatamento da Amazônia

Média anual (km²/ano) e tendência no mandato · INPE/PRODES · Série desde 1988
GovernoPeríodoMédia anual (km²)Pico do mandatoMínima do mandatoTendência
FHC1995–2002~19.20029.059 km² (1995) — pico histórico~11.000 (2001)▲ Alta no início, irregular
Lula2003–2010~15.70027.772 km² (2004) — 2º maior7.000 km² (2010)▼ Queda de 67% ao longo do mandato
Dilma2011–2016~5.6007.989 km² (2016)4.571 km² (2012) ★▼ Mínimo histórico em 2012
Temer2016–2018~7.2417.989 km² (2016)6.947 km² (2018)▲ Alta retomada
Bolsonaro2019–2022~11.39613.235 km² (2021)10.129 km² (2019)▲ Nunca abaixo de 10.000 km²
Lula 32023–2024~6.3009.001 km² (2023) ✦~4.500 km² (2024 est.)▼ Queda de ~45% vs. Bolsonaro

★ 4.571 km² em 2012: menor desmatamento da série histórica. ✦ O dado de 2023 ainda inclui herança do período anterior. O indicador mais justo é a tendência (subiu ou caiu) durante o mandato — não o total acumulado, que favorece mandatos mais curtos. Comparar totais absolutos distorce.

Fonte: INPE / PRODES — sistema oficial de monitoramento por satélite desde 1988 · obt.inpe.br/PRODES | Observatório do Clima

Frente 3

Indicadores Sociais

4 indicadores · Fonte primária: IBGE, IPEA/FBSP, Fundação João Pinheiro

〰️ Fluxo

Insegurança alimentar grave (fome)

% domicílios em insegurança alimentar grave (EBIA/IBGE) · Série desde 2004
PeríodoGoverno% (IBGE/EBIA)Observação
2004Lula 16,9%Início da série histórica
2009Lula 2~5,0%Expansão do Bolsa Família
2013 ★Dilma 13,6%Mínimo histórico até então
2018Temer~4,6%Alta após cortes sociais
2020–22 ⚠️Bolsonaro~8,5% (FAO) / ~15,5% (PENSSAN)Pandemia + transição BF→AuxBrasil
2024 ★Lula 33,2%Novo mínimo histórico da série

⚠️ O governo Bolsonaro descontinuou pesquisas do IBGE nessa área entre 2016 e 2022, criando lacuna na série. Os dados de 2020–2022 variam conforme a metodologia: PENSSAN (15,5%) e FAO (8,5%) usam critérios diferentes. Ambas indicam piora significativa. O Brasil nunca zerou a fome — nem em 2013.

Fonte: IBGE/EBIA | Rede PENSSAN | FAO/ONU · ibge.gov.br

〰️ Fluxo

Taxa de pobreza

% da população com renda < US$ 6,85 PPC/dia · IBGE/SIS + Banco Mundial/PIP · Série IBGE desde 2012
AnoGoverno% em pobrezaNº absolutoSérie
2002 ⚠️FHC 2~47%~83 miBM/PIP (est.)
2006 ⚠️Lula 1~39%~73 miBM/PIP (est.)
2010 ⚠️Lula 2~34%~65 miBM/PIP (est.)
2012Dilma 134,7%68,4 miIBGE/SIS ★
2014Dilma 130,9%61,8 miIBGE/SIS
2018Temer33,4%68,8 miIBGE/SIS
2019Bolsonaro32,6%67,5 miIBGE/SIS
2021 ⚠️Bolsonaro36,8% (pico)77,0 miIBGE/SIS (pandemia)
2022Bolsonaro31,6%66,4 miIBGE/SIS
2023Lula 327,3%57,6 miIBGE/SIS
2024 ✦Lula 323,1% ✦48,9 miIBGE/SIS

★ Início da série oficial IBGE/SIS (2012). Dados anteriores (⚠️) são estimativas do Banco Mundial (Poverty and Inequality Platform — PIP), que usa metodologia similar mas com menor granularidade para o Brasil. Não são diretamente comparáveis com a série IBGE. ✦ Menor nível desde 2012 (mínimo histórico da série IBGE/SIS). O pico de 2021 (36,8%) foi causado pela pandemia e encerramento do Auxílio Emergencial. A queda de 2022 coincide com a elevação do Auxílio Brasil para R$600 no 2º semestre.

Fonte: IBGE — Síntese de Indicadores Sociais 2024 e 2025 · agenciadenoticias.ibge.gov.br | Banco Mundial/PIP · pip.worldbank.org/BRA

〰️ Fluxo

Taxa de extrema pobreza

% da população com renda < US$ 2,15 PPC/dia · IBGE/SIS + Banco Mundial/PIP · Série IBGE desde 2012
AnoGoverno% em ext. pobrezaNº absolutoSérie
2002 ⚠️FHC 2~13%~23 miBM/PIP (est.)
2006 ⚠️Lula 1~9%~17 miBM/PIP (est.)
2010 ⚠️Lula 2~7%~13 miBM/PIP (est.)
2012Dilma 16,6%~13 miIBGE/SIS ★
2014Dilma 15,2%10,4 miIBGE/SIS
2018Temer7,4%15,2 miIBGE/SIS
2019Bolsonaro7,4%15,3 miIBGE/SIS
2021 ⚠️Bolsonaro9,0% (pico)18,9 miIBGE/SIS (pandemia)
2022Bolsonaro5,9%12,3 miIBGE/SIS
2023Lula 34,4%9,3 miIBGE/SIS
2024 ✦Lula 33,5% ✦7,4 miIBGE/SIS

★ Início da série oficial IBGE/SIS (2012). Dados anteriores (⚠️) são estimativas do Banco Mundial/PIP — metodologia similar mas com menor granularidade. ✦ Menor nível desde 2012 (mínimo histórico da série IBGE/SIS — dez/2025). Meta ODS 1.1: eliminar a extrema pobreza (abaixo de US$1,90/dia, critério mais restrito) até 2030. Com o critério US$2,15: o Brasil ainda tem 7,4 mi de pessoas em extrema pobreza. O IBGE calculou que, sem programas de transferência de renda em 2023, a extrema pobreza seria 11,2% (vs. 4,4% real).

Fonte: IBGE — Síntese de Indicadores Sociais 2025 · CNN Brasil (IBGE/dez-2025) | Agência Gov · agenciagov.ebc.com.br | Banco Mundial/PIP · pip.worldbank.org/BRA

📦 Estoque

Desigualdade — Coeficiente de Gini

Início e fim de cada mandato · IBGE/PNAD e PNAD Contínua · 1995–2024
GovernoInícioFimΔSérie
FHC (95–02)~0,600~0,589▼ -0,011PNAD anual
Lula (03–10) ★~0,589~0,530▼ -0,059PNAD anual
Dilma 1 (11–14)~0,530~0,518▼ -0,012PNAD anual
Dilma 2 / Temer~0,518~0,545▲ +0,027PNAD Cont.
Bolsonaro (19–22)~0,545~0,518 ✦▼ -0,027PNAD Cont.
Lula 3 (23–24)~0,5180,504 ★▼ -0,014 (mínimo histórico)PNAD Cont.

★ Maior queda da desigualdade em qualquer governo: -0,059 (9,2%) sob Lula (2003–2010). Bolsa Família + SM real + formalização. ✦ A queda em 2022 foi fortemente impulsionada pelo Auxílio Brasil (R$600): sem auxílios, o Gini teria sido ~0,553 em 2020 (IBGE). Melhor resultado estrutural (sem auxílios): 2015.

Fonte: IBGE/PNAD e PNAD Contínua | FGV Social · ibge.gov.br/SIS

〰️ Fluxo

Taxa de homicídios

Por 100 mil habitantes · IPEA + FBSP / Atlas da Violência · Série desde 1980
AnoGovernoTaxa/100 milNº absoluto
1995FHC 1~22,0—
2002FHC 2~27,8~49.000
2010Lula 2~26,2~52.000
2016 ⚠️Dilma/Temer~30,362.517 — pico absoluto
2022Bolsonaro~21,746.409
2023Lula 3~21,245.747
2024 ★Lula 3~20,1—

⚠️ Pico em 2016: transição Dilma/Temer. A queda desde 2017 é atribuída por especialistas do IPEA/FBSP a mudanças nas disputas entre facções criminosas e pactos regionais — não exclusivamente a políticas federais de nenhum governo. ★ menor da série desde 1998.

Fonte: IPEA + FBSP — Atlas da Violência 2025 · ipea.gov.br/atlasviolencia

📦 Estoque

Déficit habitacional

Número de famílias sem moradia adequada · Fundação João Pinheiro · Série desde 2000
AnoGovernoDéficit absoluto (mi)Déficit relativo (%)
2000FHC~6,7 mi—
2004Lula 1~6,4 mi—
2009Lula 2~5,8 mi10,2% ★
2014Dilma 1~6,1 mi—
2019Bolsonaro~5,876 mi—
2022Bolsonaro~6,21 mi—
2023 ✦Lula 35,97 mi (-3,8%)7,6% ✦ mínimo

★ 10,2% em 2009: referência de base para comparação com 2023. ✦ 7,6% em 2023: menor déficit relativo da história, segundo pesquisa FJP encomendada pelo Min. das Cidades. Série tem lacunas — FJP não publicou dados de todos os anos. O Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), lançado em 2009 (Lula 2), existe em diferentes configurações em todos os governos seguintes.

Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP) / Ministério das Cidades · Agência Gov (set/2025)

Frente 4

Indicadores de Educação

5 indicadores · Fonte primária: INEP/MEC, Tesouro Nacional, IPEA

〰️ Fluxo

IDEB — Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Bienal desde 2005 · Escala 0–10 · INEP/MEC · Três etapas
AnoGovernoAnos Iniciais (EF)Anos Finais (EF)Ensino Médio
2005Lula 13,83,53,4
2007Lula 14,23,83,5
2009Lula 24,64,03,6
2011Dilma 15,04,13,7
2013Dilma 15,24,23,7
2015Dilma 25,54,53,7
2017Temer5,84,73,8
2019Bolsonaro5,94,94,2
2021Bolsonaro5,8 ↓4,8 ↓4,2 =
2023Lula 36,05,14,3
2025Lula 36,35,34,5

Anos Iniciais crescem consistentemente em todos os governos desde 2005 e superam as metas do INEP. Anos Finais e Ensino Médio mostram crescimento mais lento e ainda estão abaixo de níveis considerados adequados (meta para EM em 2021 era 5,2). A queda de 2021 vs 2019 reflete o impacto da pandemia no aprendizado.

Fonte: INEP/MEC · gov.br/inep/ideb/resultados

〰️ Fluxo

Matrículas no ensino superior

Total de matrículas (público + privado, presencial + EAD) · INEP/Censo Ed. Superior · 2000–2023
AnoGovernoTotal matrículasVar.
2000FHC 22,69 milhões—
2002FHC 23,48 milhões+29,3%
2006Lula 14,68 milhões+34,5%
2010Lula 25,45 milhões+16,5%
2014Dilma 16,49 milhões+19,1%
2016Dilma/Temer6,55 milhões+0,9%
2018Temer6,39 milhões-2,4%
2019Bolsonaro6,15 milhões-3,7%
2020Bolsonaro5,57 milhões-9,4%
2022Bolsonaro~9,4 milhões ★Inclui EAD
2023Lula 39,9 milhões ★+5,6%

★ A partir de 2019 a série muda: houve explosão do EAD (crescimento de 232% entre 2018 e 2023). Em 2023, 49% das matrículas são EAD. Comparar 2023 com 2014 sem distinguir modalidade é enganoso. O dado de 2020 (queda) reflete o impacto da pandemia.

Fonte: INEP / Censo da Educação Superior · gov.br/inep/censo-superior

📦 Estoque

IDH — Índice de Desenvolvimento Humano

Valor ao fim de cada mandato · PNUD/ONU · Série desde 1990
AnoGovernoIDHPosição /180
1995FHC 1~0,649—
2002FHC 2~0,697—
2010Lula 2~0,726—
2014Dilma 1~0,755~75º
2016Dilma/Temer~0,754~79º
2019Bolsonaro~0,765~84º
2021Bolsonaro~0,754 ↓87º (pandemia)
2022Bolsonaro~0,76089º
2023 ★Lula 30,78684º — recorde

★ 0,786 em 2023: maior IDH da série histórica brasileira (PNUD, mai/2025). O Brasil saiu da faixa "médio" para "alto" desenvolvimento humano. Crescimento médio anual do IDH: 0,91% (1990–2000) → 0,71% (2000–2010) → 0,42% (2010–2023) — tendência de desaceleração. Queda em 2020–2021: pandemia.

Fonte: PNUD/ONU — Relatório do Desenvolvimento Humano 2025 · hdr.undp.org

📊 Média

Gastos federais em educação

R$ bilhões nominais (RREO/Tesouro) e % do PIB (IPEA para FHC/Lula 1) · 1995–2024
Governo/AnoGasto federal (R$ bi nominais)% PIB ou RLI
FHC (95–02)~R$19,7 bi (1995)0,95%→0,76% PIB ▼
Lula (03–10)~R$18,8→R$45,5 bi ★0,71%→1,11% PIB ▲
Dilma (11–16)Crescimento até 2014~1,1%→1,2% PIB
Temer (16–18)EC 95 congelaMínimo desde 2010 ✦
Bolsonaro 2019R$ 56,6 biMenor gasto real desde 2010
Bolsonaro 2022R$ 84 bi~133,8% do piso mínimo
Lula 3 — 2023~R$ 105,8 bi~104,1% do piso (18% RLI)
Lula 3 — 2024 ★R$ 110,9 bi~5,10% PIB / 102% do piso

★ Lula 1: maior expansão relativa de qualquer governo (IPEA). ✦ EC 95 (Teto de Gastos, Temer, 2016): congelou gastos reais por 20 anos; substituída pelo Arcabouço Fiscal em 2023 (Lula 3). Dado de FHC/Lula 1 vem do IPEA (% PIB); de 2019 em diante, do Tesouro Nacional (RREO).

Fonte: IPEA — Gasto Social Federal | Tesouro Nacional / RREO · tesouro.fazenda.gov.br

Frente 5

Indicadores de Saúde

5 indicadores · Fonte primária: IBGE, DATASUS, Ministério da Saúde, SI-PNI

〰️ Fluxo

Mortalidade infantil

Óbitos por mil nascidos vivos · IBGE / Tábuas de Mortalidade · 1995–2024
1995 · FHC início~35,0
2002 · FHC fim~26,1
2010 · Lula fim~15,0
2016 · Dilma/Temer~13,5
2022 · Bolsonaro fim~12,6
2024 · Lula 3 ★~12,3

★ Mínimo histórico da série. A mortalidade infantil caiu 65% em 30 anos — de forma contínua em todos os governos. É um indicador estrutural (saúde, saneamento, educação, renda) que transcende partidos. A única interrupção foi a pandemia de COVID-19 (2020–2021).

Fonte: IBGE — Tábuas de Mortalidade 2024 | DATASUS/SIM-SINASC · ibge.gov.br | datasus.saude.gov.br

〰️ Fluxo

Expectativa de vida ao nascer

Anos · IBGE / Tábuas de Mortalidade · 1995–2024
AnoGovernoExpectativa (anos)Variação
1995FHC 168,6 anos—
2002FHC 270,4 anos+1,8 anos
2010Lula 274,4 anos+4,0 anos
2016Dilma/Temer75,8 anos+1,4 anos
2019Bolsonaro76,6 anos+0,8 anos
2021Bolsonaro75,4 anos ↓-1,2 anos (COVID)
2022Bolsonaro75,9 anosRecuperação parcial
2024 ★Lula 376,6 anosRecuperação total

★ 76,6 anos: mínimo histórico. Maior salto em qualquer mandato: Lula 1+2 (+5,8 anos em 8 anos). A queda de 2021 foi causada pela pandemia de COVID-19 — mais de 700 mil mortes. Recuperação completa atingida em 2024.

Fonte: IBGE — Tábuas de Mortalidade 2024 · IBGE 2024

〰️ Fluxo

Mortalidade materna (RMM)

Óbitos por 100 mil nascidos vivos · SIM/SINASC · DATASUS/Ministério da Saúde · Série desde 2012 (dados consistentes)
AnoGovernoRMM (por 100 mil NV)Observação
2000FHC 2~54,8Série histórica (emnuvens.com.br/DATASUS)
2010Lula 2~68,2Alta: melhoria no registro de causas — não necessariamente mais mortes
2013Dilma 1~62,0Período de redução
2019Bolsonaro57,9Último ano pré-pandemia
2020Bolsonaro74,7Início do impacto COVID-19
2021 ⚠️Bolsonaro117,4+102% vs. 2019 — pico pandemia
2022Bolsonaro~88,0Queda pós-pico
2023 ★Lula 355,3Menor patamar da série histórica recente

⚠️ O aumento de 2010 vs 2000 reflete em parte melhoria no registro de causas de morte — não necessariamente mais mortes ocorrendo. O pico de 117,4/100 mil em 2021 foi causado pela COVID-19 em gestantes. ★ Meta ODS 3.1: ≤30/100 mil até 2030. O Brasil ainda está longe. Nota MinSaúde (mai/2025): 55,3 em 2023 é o menor patamar da série SIM/SINASC (2012–2023).

Fonte: Ministério da Saúde / SIM / SINASC / DATASUS · Nota Técnica MS 227/2025

〰️ Fluxo

Cobertura vacinal — DTP

% de crianças <1 ano vacinadas · Meta OMS e MS: 95% · SI-PNI/DATASUS · 1995–2024
FHC (95–02)~95–99% ✓ meta
Lula (03–10)~95–102% ✓ meta
Dilma 1 (11–14)~95–98% ✓ meta
2015 ★ última vez ≥95%~96,9%
Temer (16–18)~84–88% ✗
Bolsonaro 2019~78% ✗
Bolsonaro 2021 ⚠️ mínima~71,6%
Lula 3 (23–24)~80–85% ✗

★ 2015: última vez que o Brasil atingiu a meta de 95%. A queda começa em 2016 (Dilma/Temer) e atinge mínima histórica em Bolsonaro (71,6% em 2021). Em 2023, o sarampo voltou a circular — havia sido eliminado em 2016. Lula 3 ainda não atingiu a meta de 95%.

Fonte: Ministério da Saúde / SI-PNI / DATASUS · datasus.saude.gov.br

📊 Média

Gastos federais em saúde

R$ bilhões nominais (RREO/Tesouro) · Piso constitucional: 15% da RCL · 1995–2024
Governo/AnoGasto federal (R$ bi nominais)% da RCL
FHC (95–02)~R$19,7→R$28 bi~1,7%→1,9% PIB fed.
Lula (03–10)~R$24→R$58 bi ★~1,8%→1,9% PIB fed.
Dilma (11–16)Crescimento até 2014~1,9%→1,8%
Temer (16–18)EC 95 congela~1,6% PIB fed.
Bolsonaro 2021R$ 179,1 bi ★~144,6% do piso (pandemia)
Bolsonaro 2022R$ 151,9 bi~108,6% do piso
Lula 3 — 2023R$ 179,8 bi~14,57% RCL ✗ abaixo do piso ✦
Lula 3 — 2024R$ 215,9 bi ★~5,03% PIB / atingiu piso

★ Gastos excepcionais em 2021 por COVID-19. ✦ Em 2023, o Tesouro Nacional admitiu que o gasto em saúde ficou em 14,57% da RCL — abaixo do piso constitucional de 15% (RREO, p.50). Em 2024, o piso foi atingido. O piso de 15% da RCL vigora desde a EC 86/2015.

Fonte: Tesouro Nacional / RREO dez/2022 e dez/2024 | COFOG 2024 · tesouro.fazenda.gov.br

Frente 6

Governança e Liberdade de Imprensa

1 indicador · Fonte primária: RSF — Repórteres Sem Fronteiras

〰️ Fluxo

Liberdade de imprensa — Ranking RSF

Posição entre 180 países · Repórteres Sem Fronteiras · Série desde 2002
⚠️ Nota metodológica: O índice mede condições estruturais e percepção — não ocorrências verificadas individualmente. A metodologia foi revisada em 2023, dificultando comparações de pontuação antes e depois dessa data. A posição no ranking é mais comparável entre anos.
AnoGovernoPosição (de 180)Observação
2006Lula 1~63ºPeríodo de maior liberdade da série
2010Lula 2~58ºMelhor posição do período democrático recente
2013Dilma 1~108ºProtestos de 2013; ataques a jornalistas durante cobertura
2014Dilma 1~111ºPior posição do período Dilma
2016Dilma/Temer~104º—
2019Bolsonaro~105ºDeclarações hostis sistemáticas contra veículos
2022 ⚠️Bolsonaro~110ºPior posição da série histórica brasileira
2023Lula 3~92ºRSF: normalização das relações com a imprensa
2024Lula 3~82ºMelhor em 10 anos
2026Lula 3~52º ★Avanço de 58 posições desde 2022

★ 52º em 2026: melhor posição da série histórica brasileira. A queda de 2012–2014 (Dilma) não é exclusivamente atribuível ao governo — os protestos de 2013 e a cobertura da Lava Jato geraram violência contra jornalistas. Desafios estruturais persistem em todos os governos: concentração de propriedade de mídia, violência contra jornalistas no interior e pressões econômicas sobre veículos regionais.

Fonte: RSF — Repórteres Sem Fronteiras · rsf.org/pt-br

Metodologia e Reprodutibilidade

Documentação do processo de coleta e análise

Para cada indicador: fonte primária com link, período coberto, pré-processamento aplicado e decisões metodológicas explícitas

Objetivo desta documentação: registrar de forma transparente e reproduzível todas as decisões tomadas na construção deste dashboard — desde a seleção de indicadores até o tratamento de dados e as limitações declaradas. Qualquer pessoa com acesso às fontes listadas pode reproduzir ou contestar os números apresentados.

Princípio central: dados brutos são apresentados separados de interpretação. Onde há contexto ou nota explicativa, ela é claramente distinguida do dado. Nenhum dado foi estimado ou fabricado: onde a série histórica tem lacunas, isso é declarado explicitamente.

Data da coleta: setembro–outubro de 2026. Dados de anos anteriores a 2026 são de publicações oficiais disponíveis nessa data. Dados de 2026 são os mais recentes disponíveis nas fontes primárias em setembro/outubro de 2026.

🔧 Decisões metodológicas gerais aplicadas a todos os indicadores

  1. Classificação por tipo de indicador: cada indicador foi classificado como Fluxo (trajetória importa → entrada + pico/vale + saída), Estoque (saldo final importa → início + fim + delta) ou Média (pressão sustentada importa → média do período + melhor/pior ano). Essa classificação determina o formato de apresentação e impede comparações enganosas.
  2. Remoção do indicador de "contexto herdado": a categoria "herdado" foi deliberadamente excluída do dashboard. A decisão foi tomada para evitar interpretações partidárias sobre o que pertence a um governo versus ao anterior. O contexto histórico é fornecido em notas, não no dado bruto.
  3. Remoção do IPC da Transparência Internacional: o índice foi removido por limitações metodológicas (mede percepção de executivos e analistas, não ocorrências verificáveis) e por questionamentos de imparcialidade documentados — inclusive pela própria CGU brasileira em 2024. Decisão tomada para manter o padrão de dados objetivos e verificáveis.
  4. Remoção dos escândalos de corrupção: mesmo sendo verificáveis (STF, TSE, TCU), foram removidos por serem qualitativos e sujeitos a seleção parcial. A omissão de qualquer caso documentado poderia criar viés implícito.
  5. Tratamento de rupturas de série: quando a metodologia de coleta muda (ex: PME → PNAD Contínua para desemprego; PNAD anual → PNAD Contínua para Gini), isso é declarado explicitamente no card e os dados das duas séries não são comparados diretamente.
  6. Valores nominais vs. reais: para indicadores monetários (gastos em saúde/educação, salário mínimo, rendimento médio), a comparação entre décadas usa valores deflacionados quando disponíveis, ou % do PIB/RCL para neutralizar a inflação. Valores nominais são apresentados apenas quando são o dado bruto oficial mais confiável disponível.
  7. Governos com mandato incompleto: Dilma 2 (impedimento em ago/2016) e Temer (mandato-tampão) são tratados separadamente, com o período exato indicado.
  8. Pandemia COVID-19 (2020–2021): o impacto da pandemia é declarado em nota nos indicadores afetados (desemprego, rendimento, mortalidade materna, expectativa de vida, IDH, vacinação, PIB). Não foi aplicado nenhum ajuste estatístico aos dados — os números brutos são apresentados, e o contexto é fornecido em nota separada.
🏦 Econômicos

Visão geral do bloco econômico

13 indicadores. Fontes primárias: IBGE (PIB, IPCA, PNAD), Banco Central (Selic, dívida, reservas, IED), DIEESE (salário mínimo, cesta básica), Banco Mundial (PIB per capita em USD), Ministério do Planejamento (PAC). A maioria cobre 1995–2026 (série completa desde FHC). Exceções: rendimento médio e informalidade começam em 2012 (PNAD Contínua); PAC começa em 2007.

🏦 Econômico
Crescimento do PIB Média

PIB — variação real anual

Fonte primária

IBGE — Sistema de Contas Nacionais (SCN). Série histórica de variação % anual do PIB real.

ibge.gov.br/explica/pib.php
Pré-processamento
  • Dados coletados da série histórica anual do IBGE (variação % real, ano a ano, 1995–2025)
  • Agrupados por governo: calculada a média aritmética simples das variações anuais dentro de cada mandato
  • Identificados o melhor e o pior ano de cada mandato para contextualizar a média
  • Nenhuma ponderação ou ajuste aplicado — a média aritmética é o dado bruto agrupado
Decisões e limitações
  • A média mascara anos excepcionais (ex: +7,5% em 2010, -3,9% em 2020) — por isso o melhor/pior ano é sempre mostrado
  • O dado de 2025 é estimativa do IBGE (projeção revisável); os demais são definitivos
Média aritmética simples pode ser enganosa quando o mandato inclui um choque externo (pandemia, crise global). Ver nota no card.
🏦 Econômico
PIB per capita em USD Estoque

PIB per capita (dólares correntes)

Fonte primária

Banco Mundial — GDP per capita (current US$). Série 1960–2024. Compilação via Worldometers (que reproduz a série do Banco Mundial).

worldometers.info/pt/pib/brasil-pib/
theglobaleconomy.com — Banco Mundial
Pré-processamento
  • Selecionado o valor do primeiro e do último ano de cada mandato
  • Calculada a variação percentual entre início e fim (delta)
  • Valores em dólares correntes (não PPP, não deflacionados para dólar constante) — metodologia padrão do Banco Mundial para comparações internacionais
Decisões e limitações
  • Dólares correntes são altamente sensíveis ao câmbio. A desvalorização do real em 1999 (FHC 2) e em 2015–2016 (Dilma) reduz o PIB per capita em USD mesmo sem retração real da economia
  • Decisão: manter dólares correntes por ser a série mais disponível e comparável internacionalmente, com nota explícita sobre o efeito câmbio
A queda de FHC 2 em USD reflete principalmente a desvalorização cambial de jan/1999, não retração da economia em reais.
🏦 Econômico
Inflação IPCA Fluxo

IPCA — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Fonte primária

IBGE — IPCA, série histórica anual e acumulada. Índice oficial de inflação do Brasil, usado como referência pelo Banco Central para o regime de metas.

ibge.gov.br/explica/inflacao.php
Pré-processamento
  • IPCA acumulado: calculado pela composição das variações mensais de janeiro do primeiro ano ao dezembro do último ano de cada mandato (composto, não somado)
  • Média anual: média aritmética dos IPCAs anuais dentro do mandato
  • Pico anual: o maior IPCA anual registrado no período do mandato
Decisões e limitações
  • Mandatos com datas intermediárias (Dilma/Temer) têm o acumulado calculado de jan/2011 a dez/2018, dividido pelo ponto de transição agosto/2016
  • Lula 3: acumulado calculado até agosto de 2026 (data de corte da coleta)
🏦 Econômico
Taxa Selic Fluxo

Selic — Taxa básica de juros

Fonte primária

Banco Central do Brasil — Histórico de Metas para a Taxa Selic (COPOM). Série mensal desde 1996. Complementada por compilação do site Dados de Mercado (que reproduz a série BCB nº 4390).

bcb.gov.br/historicotaxasjuros
dadosdemercado.com.br/indices/selic
Pré-processamento
  • Para cada governo: extraídos o valor na data de posse (entrada), a menor taxa do período (mínima), a maior taxa do período (máxima) e o valor na data de saída
  • Média calculada como média aritmética das taxas mensais durante o mandato
  • Decisão de apresentar os 5 valores (não só a média) foi tomada após identificar que a média de Bolsonaro (6,6%) mascara a trajetória real (entrada 6,5% → mínima 2,0% por pandemia → saída 13,75%)
Decisões e limitações
  • A Selic é definida pelo COPOM (Banco Central), não pelo presidente. O BC tem autonomia formal desde fev/2021 (LC 179). Essa informação está declarada no card para que o leitor avalie a atribuição política corretamente
  • Para FHC 1 (1995–1998): não havia meta Selic formal antes de 1999. Os valores usados são da Selic Over, série histórica do BCB
A apresentação de só a média seria enganosa para o governo Bolsonaro. A inclusão de entrada/mínima/máxima/saída foi uma decisão deliberada de reprodutibilidade.
🏦 Econômico
Taxa de Desemprego Fluxo

Desocupação — PNAD Contínua / PME

Fontes primárias

IBGE — PME (Pesquisa Mensal de Emprego, regiões metropolitanas, até 2016) e PNAD Contínua (nacional, de 2012 em diante). Duas séries distintas, com sobreposição em 2012–2016.

ibge.gov.br/PNAD Contínua
Pré-processamento
  • Para cada governo: extraídos o valor no início do mandato (trimestre de posse), o pico (maior taxa registrada) e o valor no fim do mandato
  • FHC e Lula: dados da PME (regiões metropolitanas apenas)
  • Dilma em diante: dados da PNAD Contínua (cobertura nacional)
  • A PNAD Contínua registra taxas sistematicamente maiores que a PME — as duas séries não são somadas nem comparadas diretamente
Decisões e limitações
  • Decisão: declarar explicitamente a metodologia usada em cada linha da tabela, em vez de criar uma série única (que seria metodologicamente incorreta)
  • O pico de Bolsonaro (14,9% em mar/2021) é da PNAD Contínua e causado pela pandemia — declarado em nota
Comparar PME com PNAD Contínua sem declarar a ruptura de série é um erro metodológico comum em análises políticas. Este dashboard declara a metodologia de cada ponto de dado.
🏦 Econômico
Rendimento médio real Fluxo

Rendimento médio real habitual dos trabalhadores

Fonte primária

IBGE — PNAD Contínua, Retrospectiva 2012–2025. Rendimento médio real habitual de todos os trabalhos, das pessoas ocupadas com rendimento, deflacionado a preços do ano mais recente disponível.

ftp.ibge.gov.br/PNAD_continua
Pré-processamento
  • Valores já deflacionados pelo IBGE (preços do ano de referência mais recente)
  • Selecionados valores anuais representativos por governo
  • Variação anual calculada como diferença percentual ano a ano
  • Série começa em 2012 — FHC, Lula 1+2 e Dilma 1 não têm dado comparável nessa metodologia
Decisões e limitações
  • O aumento de 2022 (+10,8%) é parcialmente um artefato estatístico: trabalhadores de baixa renda perderam emprego primeiro durante a pandemia, elevando a média dos que permaneceram. Isso está declarado em nota no card
  • Decisão: manter o dado bruto e explicar o artefato em nota, em vez de ajustar o valor
🏦 Econômico
Salário mínimo — ganho real Estoque

Salário mínimo — valorização real acumulada

Fonte primária

DIEESE — Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Análise do salário mínimo: valores nominais e ganho real (deflacionado pelo INPC/IBGE).

dieese.org.br/analisecestabasica/salarioMinimo.html
Pré-processamento
  • Ganho real = variação do SM nominal deflacionada pelo INPC do período correspondente
  • Para cada governo: selecionados o valor inicial (SM vigente no início do mandato) e final (SM vigente ao final)
  • Ganho real acumulado: diferença entre o reajuste nominal total e o INPC acumulado no período
Decisões e limitações
  • Ganho real positivo = SM cresceu acima da inflação (trabalhador ficou mais rico em termos reais)
  • Temer e Bolsonaro: reajuste apenas pelo INPC = ganho real próximo de zero (SM manteve poder de compra mas não cresceu acima da inflação)
  • Os valores nominais do SM são públicos no Diário Oficial — verificáveis diretamente
🏦 Econômico
Informalidade do trabalho Fluxo

Taxa de informalidade — PNAD Contínua

Fonte primária

IBGE — PNAD Contínua. Informalidade = trabalhadores sem carteira assinada + domésticos sem carteira + empregadores sem CNPJ + conta própria sem CNPJ + trabalhadores auxiliares familiares. Série desde 2012.

sidra.ibge.gov.br/PNAD
Pré-processamento
  • Selecionados valores anuais no início e fim de cada mandato (onde a série permite)
  • Número absoluto de informais quando disponível nas publicações do IBGE
  • Série começa em 2012 — dados anteriores (PME) usam metodologia diferente e não foram incluídos
Decisões e limitações
  • A queda de 2020 é um artefato: informais perderam emprego primeiro na pandemia, reduzindo o numerador mais rápido. Declarado em nota
  • Em 2024, o número absoluto de informais (39,5 mi) é maior que em 2019 (38,4 mi), apesar da taxa % ser menor — isso ocorre porque a população ocupada total cresceu. Ambos os números são apresentados
🏦 Econômico
Dívida pública bruta Estoque

DBGG — Dívida Bruta do Governo Geral

Fonte primária

Banco Central do Brasil — Nota de Política Fiscal (DBGG). Série mensal. Para FHC: Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), série diferente. Verificação complementar: IFI/Senado Federal.

bcb.gov.br/estatisticas/tabelaespecial
Pré-processamento
  • Para cada governo: valor de % do PIB no início e no fim do mandato (dezembro de cada ano de transição)
  • Delta calculado em pontos percentuais (pp)
  • FHC: usa DLSP (não DBGG) — séries não são diretamente comparáveis. Declarado explicitamente com asterisco
  • DBGG consistente a partir de Lula (série confiável desde ~2006)
Decisões e limitações
  • A queda da dívida % PIB em Bolsonaro é explicada: inflação alta de 2021–2022 inflou o PIB nominal (denominador), sem austeridade fiscal. Em R$ nominais, a dívida cresceu R$1,95 trilhão. Ambos os dados são apresentados para transparência
  • A expansão sob Lula 3 é real em % do PIB: déficit primário + Selic alta. Declarado em nota
A dívida como % do PIB pode cair com inflação alta (denominador cresce) mesmo sem austeridade. Este dashboard declara esse mecanismo explicitamente.
🏦 Econômico
Reservas internacionais Estoque

Reservas internacionais — Banco Central

Fonte primária

Banco Central do Brasil — Nota à Imprensa do Setor Externo. Reservas totais em US$ bilhões, posição de final de cada ano.

bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/setor_externo
Pré-processamento
  • Selecionado o saldo em dezembro de cada ano de transição de governo
  • FHC 2: registrado o valor líquido (reservas brutas menos compromissos de curto prazo) por ser o dado mais representativo do período de crise cambial
Decisões e limitações
  • A queda de US$66 bi em Bolsonaro reflete intervenções do BC no câmbio, não má gestão direta — declarado em nota
  • O crescimento em % do PIB sob Lula 3 é parcialmente afetado pela variação cambial (R$4,84→R$6,19/dólar): o valor em USD caiu de US$1,3 tri para US$1,14 tri, mas o % do PIB subiu por efeito câmbio. Declarado em nota
🏦 Econômico
IED — Investimento Estrangeiro Direto Média

Estoque de IED como % do PIB

Fonte primária

Banco Central do Brasil — Censo de Capitais Estrangeiros. Estoque de IED como % do PIB ao final de cada ano. Série desde 1995.

bcb.gov.br/setor_externo
Agência Brasil, set/2025
Pré-processamento
  • Selecionado o % do PIB ao final de cada governo (ponto representativo do saldo acumulado)
  • Optou-se pelo estoque (% PIB) em vez do fluxo anual por ser mais estável e menos sensível a anos atípicos
Decisões e limitações
  • O estoque em USD caiu de 2023 para 2024 por depreciação do real — mas o % do PIB subiu. Ambos os dados são mencionados em nota para evitar leitura parcial
  • IED estoque cresceu em todos os governos — é uma tendência estrutural da economia brasileira, não atribuível a nenhum governo específico
🏦 Econômico
Cesta básica Fluxo

Cesta básica — % do salário mínimo (São Paulo)

Fonte primária

DIEESE — Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente desde 1959 em 17 capitais. Série mais antiga do Brasil para preços de alimentos básicos.

dieese.org.br/analisecestabasica
Pré-processamento
  • Indicador construído: (preço mensal da cesta básica em SP) ÷ (salário mínimo líquido do período) × 100
  • Salário mínimo líquido = SM bruto menos desconto previdenciário (INSS) do trabalhador
  • São Paulo selecionada por ter a série histórica mais longa e consistente do DIEESE
  • Selecionado um mês representativo por ano (geralmente dezembro ou média anual)
Decisões e limitações
  • Decisão de usar % do SM em vez do valor nominal: o valor nominal sempre sobe com inflação e levaria a conclusão enganosa de que "sempre piorou". O % do SM mostra poder de compra real
  • São Paulo pode não representar todas as regiões — o DIEESE publica dados para 17 capitais, mas SP tem a série mais longa para comparação histórica
Usar valor nominal da cesta básica para comparar governos seria metodologicamente incorreto. O % do SM é o indicador mais honesto para o poder de compra do trabalhador.
🏦 Econômico
PAC — Programa de Aceleração do Crescimento Média

PAC — investimentos executados em infraestrutura

Fonte primária

Ministério do Planejamento — Balanços oficiais do PAC 1, PAC 2 e Novo PAC. Compilação por Agência Infra (dez/2025), com base nos relatórios originais.

agenciainfra.com — Como os PACs redefiniram a infraestrutura (dez/2025)
Pré-processamento
  • Dados retirados dos balanços oficiais de cada fase do PAC (documentos públicos do Ministério do Planejamento)
  • Apresentados: valor previsto, valor executado e percentual de execução por fase
  • Série começa em 2007 (PAC 1, Lula 2) — não cobre FHC, Lula 1 e Dilma 1 com esse formato
Decisões e limitações
  • O PAC combina recursos federais, estatais e privados — o "executado" inclui obras ainda em andamento ao final de cada período
  • Novo PAC (Lula 3): valor previsto de R$1,8 tri ainda em execução — percentual não disponível ao corte da coleta
  • Decisão: não incluir FHC e Lula 1 por falta de série comparável com essa metodologia (declarado no card)
🌿 Ambiental
Desmatamento da Amazônia Fluxo

PRODES — Sistema de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal

Fonte primária

INPE — Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Sistema PRODES (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia). Monitoramento por imagem de satélite desde 1988. Único sistema oficial e internacionalmente aceito para esse dado.

obt.inpe.br/OBT/assuntos/programas/amazonia/prodes
Pré-processamento
  • O PRODES mede o desmatamento em ciclos agosto–julho (não coincide com o ano calendário). Os valores foram atribuídos ao governo vigente no período correspondente
  • Calculada a média anual de km² desmatados por governo (soma dos anos do mandato ÷ número de anos)
  • Identificados o pico e a mínima de cada mandato
  • Calculada a tendência: percentual de variação entre o primeiro e o último ano de cada mandato
Decisões e limitações
  • Decisão crítica: usar média anual + tendência, não total acumulado. Comparar totais acumulados favorece mandatos mais curtos e períodos com linha de base já menor. O Aos Fatos publicou checagem sobre essa distorção em 2019
  • O dado de 2023 (Lula 3) inclui meses do desmatamento que ocorreu antes de jan/2023 (o ciclo PRODES vai de ago a jul). A tendência é mostrada com essa ressalva
Comparar o total acumulado de desmatamento por mandato é metodologicamente incorreto. A média anual e a tendência (subiu ou caiu no período) são os indicadores corretos.
👥 Social

Visão geral do bloco social

6 indicadores (atualizado). Fontes: IBGE/SIS e Banco Mundial/PIP (pobreza e extrema pobreza), IBGE/EBIA e PENSSAN (fome), IBGE/PNAD e FGV (Gini), IPEA+FBSP/Atlas da Violência (homicídios), Fundação João Pinheiro (déficit habitacional). O maior desafio metodológico do bloco é a ruptura de série: pobreza e extrema pobreza têm série oficial IBGE apenas desde 2012 — períodos anteriores usam estimativas do Banco Mundial, com metodologia similar mas menor granularidade.

👥 Social
Taxa de pobreza Fluxo

Pobreza — IBGE/SIS e Banco Mundial/PIP

Fontes primárias

Série 2012–2024 (série oficial): IBGE — Síntese de Indicadores Sociais (SIS), publicada anualmente. Critério: renda domiciliar per capita inferior a US$ 6,85 PPC/dia (linha de pobreza do Banco Mundial), equivalente a ~R$ 665–694/mês por pessoa dependendo do ano.

IBGE — SIS 2024 (dados até 2023)
Agência Gov — SIS 2025 (dados 2024)

Série pré-2012 (estimativas): Banco Mundial — Poverty and Inequality Platform (PIP). Estimativas para o Brasil com critério equivalente (US$6,85 PPC). Compilação complementar: Brasil em Mapas (set/2026), que consolida PNAD anual/Banco Mundial com série 1975–2025.

pip.worldbank.org/country-profiles/BRA
Pré-processamento
  • Para 2012–2024: dados brutos da SIS/IBGE, sem ajuste — apresentados como publicados
  • Para 2002, 2006, 2010 (pré-série IBGE): estimativas do Banco Mundial/PIP e Brasil em Mapas (ambos usando critério US$6,85 PPC equivalente), marcadas com ⚠️ para distinguir da série oficial
  • Apresentados: % da população e número absoluto de pessoas por ano representativo de cada governo
  • Identificados: início da série IBGE (2012), pico pandemia (2021) e mínimos históricos (2023, 2024)
Decisões e limitações
  • Ruptura de série: a série IBGE/SIS começa em 2012. Os dados pré-2012 são estimativas do Banco Mundial com menor granularidade — declarados com ⚠️ para que o leitor saiba que não são diretamente comparáveis com a série oficial
  • Efeito Auxílio Emergencial em 2020: a pobreza caiu em 2020 (para 31,1%) apesar da pandemia, porque o Auxílio Emergencial de R$600/mês sustentou a renda. Em 2021, com o encerramento do auxílio, subiu para 36,8% — pico da série. Esses movimentos refletem choques de política pública, declarados em nota
  • Efeito Auxílio Brasil em 2022: a queda para 31,6% em 2022 coincide com a elevação do Auxílio Brasil para R$600 no 2º semestre de 2022. O IBGE registra esse fato em nota metodológica da SIS
  • Contrafactual IBGE: sem programas de transferência de renda, a pobreza em 2023 teria sido 32,4% (vs. 27,4% real). Dado do IBGE — declarado na nota do card para contexto
A comparação entre os dados pré-2012 (Banco Mundial/PIP) e pós-2012 (IBGE/SIS) deve ser feita com cautela. Ambos usam critério similar (US$6,85 PPC), mas a granularidade e cobertura da PNAD Contínua são superiores. Este dashboard marca a diferença explicitamente com ⚠️.
👥 Social
Taxa de extrema pobreza Fluxo

Extrema pobreza — IBGE/SIS e Banco Mundial/PIP

Fontes primárias

Série 2012–2024 (oficial): IBGE — Síntese de Indicadores Sociais (SIS). Critério: renda domiciliar per capita inferior a US$ 2,15 PPC/dia, equivalente a ~R$ 209–218/mês por pessoa.

CNN Brasil — IBGE/SIS dez/2025 (dados 2024)

Série pré-2012: Banco Mundial/PIP. Estimativas com critério equivalente, marcadas com ⚠️.

pip.worldbank.org/country-profiles/BRA
Pré-processamento
  • Mesmo método do indicador de pobreza: dados brutos da SIS para 2012–2024; estimativas BM/PIP para períodos anteriores, com marcação ⚠️
  • Apresentados: % da população e número absoluto de pessoas em extrema pobreza por ano representativo
  • Identificados: início da série (2012: 6,6%), pico pandemia (2021: 9,0%) e mínimos históricos (2023: 4,4% / 2024: 3,5%)
Decisões e limitações
  • Critério US$2,15/dia: este é o critério mais recente do Banco Mundial para extrema pobreza global (revisado em 2022, antes era US$1,90/dia). O IBGE adota esse critério na SIS. A mudança de critério não afeta a série histórica porque ambos são atualizados retroativamente usando PPC
  • Pico de 2021 (9,0%): causado pela combinação de pandemia + encerramento do Auxílio Emergencial. O IBGE calculou que, sem transferências de renda em 2023, a extrema pobreza teria sido 11,2% (vs. 4,4% real) — mostrando o peso dos programas sociais no indicador
  • Meta ODS 1.1: o ODS usa o critério de US$2,15/dia — o mesmo da SIS. O Brasil está em 3,5% em 2024 e a meta é eliminar até 2030. Mencionado em nota para contextualizar sem atribuição partidária
  • Não foram usados dados do CadÚnico ou do Bolsa Família como proxy: esses registros administrativos medem beneficiários de programas, não a pobreza real. A SIS/PNAD é a fonte correta para esse indicador
O critério US$2,15 PPC/dia é o padrão internacional do Banco Mundial e é usado consistentemente pelo IBGE na SIS. É a melhor fonte disponível para comparação histórica da extrema pobreza no Brasil.
👥 Social
Insegurança alimentar grave Fluxo

Fome — EBIA/IBGE e PENSSAN

Fontes primárias

IBGE — Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), aplicada na PNAD Contínua. Rede PENSSAN — Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (metodologia própria). FAO/ONU — Mapa da Fome (critério: subnutrição abaixo de 2,5% da população).

ibge.gov.br
Pré-processamento
  • Apresentado o % de domicílios em insegurança alimentar grave (nível mais severo da EBIA) por ano/período disponível
  • Onde há divergência entre fontes (2020–2022), ambos os valores são apresentados com identificação da metodologia
Decisões e limitações
  • O governo Bolsonaro descontinuou a aplicação da EBIA no IBGE entre 2016 e 2022, criando lacuna na série oficial. Isso é declarado explicitamente
  • A divergência entre PENSSAN (15,5%) e FAO (8,5%) para 2020–2022 reflete metodologias diferentes — ambas são legítimas e ambas são apresentadas
  • Decisão: não escolher uma fonte única para esse período controverso — apresentar as duas com identificação clara
A lacuna de dados oficiais de 2016–2022 é um fato verificável e relevante para a reprodutibilidade. Este dashboard declara a lacuna e apresenta as fontes alternativas disponíveis.
👥 Social
Coeficiente de Gini Estoque

Desigualdade de renda — IBGE / FGV Social

Fontes primárias

IBGE — PNAD anual (até 2015) e PNAD Contínua (de 2012 em diante). FGV Social (pesquisas do economista Marcelo Neri) para análises complementares, especialmente o Gini "sem auxílios" de 2020.

ibge.gov.br/SIS
Pré-processamento
  • Para cada governo: selecionado o valor do Gini no início e no fim do mandato
  • Delta calculado em pontos absolutos do coeficiente
  • Para FHC e Lula 1+2: dados da PNAD anual. Para Dilma em diante: PNAD Contínua (com sobreposição em 2012–2015)
  • As duas séries têm diferenças metodológicas mas a ordem de grandeza é comparável
Decisões e limitações
  • O Gini de 2022 (Bolsonaro) inclui o efeito do Auxílio Brasil (R$600). O IBGE calculou o Gini contrafactual sem auxílios: ~0,553 em 2020. Ambos os dados são mencionados para transparência
  • O Gini mede renda declarada — rendas muito altas tendem a ser sub-reportadas, o que pode subestimar a desigualdade real. Limitação estrutural do indicador, declarada em nota
👥 Social
Taxa de homicídios Fluxo

Homicídios por 100 mil habitantes — Atlas da Violência

Fonte primária

IPEA + FBSP — Atlas da Violência (publicado anualmente desde 2017, com séries históricas desde 1980). Dados base: SIM/DATASUS (Sistema de Informação sobre Mortalidade). Indicador: mortes classificadas como "agressão" no CID-10.

ipea.gov.br/atlasviolencia
Pré-processamento
  • Selecionados: taxa por 100 mil habitantes e número absoluto por ano representativo de cada governo
  • Identificados o pico absoluto do período (2016: 62.517 homicídios) e a tendência por mandato
  • Dados de 2023 e 2024 são do Atlas da Violência 2025 (publicação mais recente disponível)
Decisões e limitações
  • A queda nos homicídios a partir de 2017 é atribuída por especialistas do IPEA/FBSP a fatores que independem do governo federal (mudanças nas disputas entre facções, pactos regionais). Isso está declarado em nota para evitar atribuição indevida
  • O dado de 2024 é estimativa preliminar do Atlas — declarado como tal
👥 Social
Déficit habitacional Estoque

Déficit habitacional — Fundação João Pinheiro

Fonte primária

Fundação João Pinheiro (FJP) — estudos encomendados pelo Ministério das Cidades. É a única fonte oficial aceita para esse indicador no Brasil. Dados disponíveis para anos selecionados (não série anual contínua).

Agência Gov / Min. Cidades, set/2025
Pré-processamento
  • Selecionados os anos disponíveis mais próximos de cada transição de governo
  • Apresentados: déficit absoluto (milhões de unidades) e déficit relativo (% do total de domicílios)
  • O déficit relativo é mais comparável entre períodos por neutralizar o crescimento da população
Decisões e limitações
  • A FJP não publicou dados para todos os anos — a série tem lacunas. Os anos disponíveis são 2000, 2004, 2009, 2014, 2016–2019 e 2022–2023
  • A metodologia da FJP foi revisada em 2020, o que afeta comparações diretas com anos anteriores
  • O dado de 2023 (5,97 mi / 7,6%) é de pesquisa encomendada pelo governo Lula 3 — declarado em nota para transparência
🎓 Educação

Visão geral do bloco educação

4 indicadores (após remoção do card de universidades/IFs por insuficiência quantitativa). Fontes: INEP/MEC (IDEB e matrículas), PNUD/ONU (IDH), Tesouro Nacional e IPEA (gastos). Cobertura: IDEB desde 2005; matrículas desde 2000; IDH desde 1990; gastos desde 1995 (com ruptura metodológica entre períodos).

🎓 Educação
IDEB Fluxo

Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Fonte primária

INEP — Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira / MEC. IDEB combina aprovação escolar (Censo Escolar) com desempenho em avaliações (SAEB). Publicado a cada 2 anos desde 2005.

gov.br/inep/ideb/resultados
Pré-processamento
  • Apresentada a série completa bienal (2005–2025) para as três etapas: Anos Iniciais do EF, Anos Finais do EF e Ensino Médio
  • Nenhuma agregação por mandato: o dado bruto da série é apresentado integralmente, permitindo que o leitor veja a tendência completa
Decisões e limitações
  • Decisão de não calcular média por governo: o IDEB é bienal e a atribuição a um governo específico seria arbitrária (ex: IDEB 2017 mede escolas que passaram por todos os governos anteriores)
  • A queda de 2021 vs 2019 é atribuída à pandemia — declarado em nota
  • O IDEB não cobre FHC e Lula 1 (série começa em 2005)
🎓 Educação
Matrículas no ensino superior Fluxo

Censo da Educação Superior — INEP

Fonte primária

INEP/MEC — Censo da Educação Superior (Sinopse Estatística). Publicado anualmente desde 2000. Total de matrículas (público + privado, presencial + EAD).

gov.br/inep/censo-superior
Pré-processamento
  • Selecionados valores anuais nos anos de transição de governo e anos representativos do mandato
  • Apresentada a variação percentual entre períodos
Decisões e limitações
  • Ruptura crítica a partir de 2019: explosão do EAD (crescimento de 232% entre 2018 e 2023). Em 2023, 49% das matrículas são EAD. Comparar 2023 com 2014 sem distinguir modalidade é enganoso — declarado em nota
  • A queda de 2020 reflete a pandemia (muitos desistiram ou não ingressaram)
  • Decisão: apresentar o dado total e alertar sobre a ruptura do EAD, em vez de ajustar artificialmente
A comparação de matrículas entre 2014 e 2023 sem considerar o crescimento do EAD pode gerar leitura equivocada sobre expansão do ensino superior público presencial.
🎓 Educação
IDH — Índice de Desenvolvimento Humano Estoque

IDH — PNUD/ONU

Fonte primária

PNUD — Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Relatório do Desenvolvimento Humano, publicado anualmente. O IDH combina renda (PIB per capita PPP), saúde (expectativa de vida) e educação (escolaridade e anos esperados de estudo).

hdr.undp.org
Pré-processamento
  • Selecionado o valor do IDH no ano correspondente ao fim de cada governo (ou o mais próximo disponível)
  • Nota: o PNUD revisa periodicamente a série histórica com novas metodologias — os valores usados são da série mais recente disponível (Relatório 2025, dados de 2023)
Decisões e limitações
  • O IDH foi alocado na aba Educação por ser um índice composto que inclui educação, mas também reflete saúde e renda. Isso é uma decisão de organização — o IDH é multidimensional
  • A queda em 2020–2021 (pandemia) é explicada e não atribuída ao governo
  • O IDH mascara desigualdades internas: o IDH ajustado à desigualdade (IDHAD) do Brasil em 2023 é 0,594, bem abaixo do IDH simples (0,786) — declarado em nota no card
🎓 Educação
Gastos federais em educação Média

Execução orçamentária federal — Educação

Fontes primárias

Tesouro Nacional — RREO (Relatório Resumido de Execução Orçamentária), série de dezembro de cada ano. Para FHC e Lula 1: IPEA — Gasto Social Federal (estudo com série 1995–2010, metodologia % do PIB). Dados COFOG (governo geral = União + estados + municípios) para 2024.

tesouro.fazenda.gov.br/execucao-orcamentaria
ipea.gov.br — Gasto Social Federal
Pré-processamento
  • Para FHC e Lula 1+2: dados do IPEA em % do PIB federal (metodologia de 1995 a 2010)
  • Para 2019 em diante: dados do Tesouro Nacional (RREO) em R$ bilhões nominais e % da RLI (Receita Líquida de Impostos)
  • Ruptura metodológica entre as duas séries — declarada no card
Decisões e limitações
  • Comparar R$ nominais entre décadas é enganoso (inflação acumulada é alta). Por isso são apresentados tanto valores nominais quanto percentuais (% PIB ou % RLI) que neutralizam a inflação
  • O Teto de Gastos (EC 95, 2016) e sua substituição pelo Arcabouço Fiscal (2023) afetam diretamente esse indicador. Contexto declarado no card
🏥 Saúde

Visão geral do bloco saúde

5 indicadores. Fontes: IBGE (mortalidade infantil e expectativa de vida), DATASUS/SIM-SINASC (mortalidade materna), SI-PNI/Ministério da Saúde (vacinação), Tesouro Nacional e IPEA (gastos). Todos têm séries de longa data. O maior desafio metodológico neste bloco é separar os efeitos da pandemia COVID-19 (2020–2021) dos efeitos das políticas governamentais.

🏥 Saúde
Mortalidade infantil Fluxo

Taxa de mortalidade infantil — IBGE/DATASUS

Fonte primária

IBGE — Tábuas de Mortalidade, publicadas anualmente. DATASUS / SIM-SINASC (Sistema de Informações sobre Mortalidade + Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos). Indicador: óbitos de menores de 1 ano por mil nascidos vivos.

IBGE — Tábua de Mortalidade 2024
datasus.saude.gov.br
Pré-processamento
  • Selecionados os valores anuais do início e fim de cada governo (da Tábua de Mortalidade oficial do IBGE)
  • Série construída de 1995 a 2024
Decisões e limitações
  • A queda contínua (35 → 12,3 por mil em 30 anos) é um indicador estrutural — reflete saneamento, renda, educação e saúde ao longo de décadas, não apenas política de saúde de um governo específico. Declarado em nota
  • Pequena oscilação em 2020–2021 por COVID-19 — declarada em nota sem atribuição a governo
🏥 Saúde
Expectativa de vida Fluxo

Expectativa de vida ao nascer — IBGE

Fonte primária

IBGE — Tábuas de Mortalidade Completas por Sexo, publicadas anualmente. Indicador: expectativa de vida ao nascer (anos), ambos os sexos.

ibge.gov.br/tabuas-mortalidade
Pré-processamento
  • Selecionados os valores nos anos de transição de governo e anos representativos
  • Calculada a variação em anos absolutos entre início e fim de cada mandato
Decisões e limitações
  • A queda em 2021 (-1,2 anos) causada pela pandemia é o maior recuo da série histórica. Não atribuível ao governo — declarado em nota
  • O maior salto em qualquer mandato foi durante Lula 1+2 (+5,8 anos em 8 anos) — parte desse avanço é estrutural (Bolsa Família, expansão do SUS) e parte reflete a tendência secular de melhoria
🏥 Saúde
Mortalidade materna Fluxo

Razão de Mortalidade Materna — SIM/DATASUS

Fonte primária

Ministério da Saúde — SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade) e SINASC (Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos), disponíveis no DATASUS. Nota Técnica Conjunta nº 227/2025 (SVSA/SAPS/SAES/SESAI/MS), publicada em mai/2025 — fonte mais recente e oficial.

Nota Técnica MS 227/2025
DATASUS — Mortalidade Materna
Pré-processamento
  • Indicador: RMM = (óbitos maternos / nascidos vivos) × 100.000. Calculado pelo próprio Ministério da Saúde
  • A série histórica consistente e auditada disponível na Nota Técnica 227/2025 cobre 2012–2023
  • Para 2000 e 2010: dados de publicações acadêmicas com base em DATASUS (metodologia equivalente, mas sujeita a revisões)
  • Apresentados os valores de 2019 (pré-pandemia), 2020, 2021 (pico) e 2023 para mostrar o impacto e a recuperação
Decisões e limitações
  • O aumento entre 2000 e 2010 pode refletir em parte melhoria no registro de causas de morte (sub-registro reduzido), não necessariamente mais mortes ocorrendo. Declarado em nota
  • O pico de 117,4/100 mil em 2021 foi causado por COVID-19 em gestantes — não atribuível à política de saúde materno-infantil
  • Meta ODS 3.1 (≤30/100 mil até 2030): o Brasil está em 55,3 em 2023. Declarado no card para contextualizar a posição atual
O pico de 2021 (117,4) é um efeito direto da COVID-19 em gestantes — não deve ser comparado diretamente com outros anos sem essa ressalva.
🏥 Saúde
Cobertura vacinal DTP Fluxo

Cobertura vacinal — SI-PNI/DATASUS

Fonte primária

Ministério da Saúde — SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações), disponível no DATASUS. Indicador: cobertura da vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche) em crianças menores de 1 ano. Meta OMS e Ministério da Saúde: 95%.

DATASUS — Cobertura Vacinal
Pré-processamento
  • Selecionados valores anuais ou bienais representativos de cada governo
  • A meta de 95% é usada como linha de referência fixa em todos os anos — critério objetivo e externo
  • 2015 identificado como último ano em que o Brasil atingiu a meta (96,9%) — verificável diretamente no SI-PNI
Decisões e limitações
  • A queda começa em 2016 (Dilma/Temer) — não exclusivamente no governo Bolsonaro, embora tenha atingido o mínimo histórico (71,6%) em 2021 sob Bolsonaro
  • A pandemia contribuiu para a queda de 2020–2021 (serviços de saúde sobrecarregados, hesitância vacinal). Declarado em nota
  • Lula 3 ainda não atingiu a meta de 95% — dado atual de 80–85%
🏥 Saúde
Gastos federais em saúde Média

Execução orçamentária federal — Saúde (ASPS)

Fontes primárias

Tesouro Nacional — RREO dez/2022 e dez/2024 (Ações e Serviços Públicos de Saúde — ASPS). COFOG 2024 (governo geral). Para FHC e Lula 1: IPEA — Gasto Social Federal.

tesouro.fazenda.gov.br/execucao-orcamentaria
Pré-processamento
  • Apresentados valores nominais em R$ bilhões (dado bruto do RREO) e percentual da RCL (para comparação relativa)
  • Para FHC/Lula 1: dados do IPEA em % do PIB federal
  • Ruptura metodológica entre as duas fontes declarada no card
Decisões e limitações
  • Em 2021 (Bolsonaro): o gasto de R$179 bi inclui gastos emergenciais de COVID-19 — não comparável com outros anos. Declarado no card
  • Em 2023 (Lula 3): o Tesouro Nacional registrou 14,57% da RCL — abaixo do piso constitucional de 15%. Dado verificável no RREO p.50. Declarado no card sem omissão
  • O piso constitucional de 15% da RCL vigora desde a EC 86/2015
⚖️ Governança
Liberdade de imprensa — RSF Fluxo

Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa — Repórteres Sem Fronteiras

Fonte primária

RSF — Repórteres Sem Fronteiras (Reporters Without Borders). Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, publicado anualmente desde 2002. Avalia 180 países em 5 indicadores: político, econômico, social, marco legal e segurança. Escala 0–100 (maior = mais livre).

rsf.org/pt-br/o-ranking-mundial-da-liberdade-de-imprensa
Pré-processamento
  • Apresentada a posição no ranking (de 180 países) por ano representativo de cada governo — mais comparável que a pontuação, pois a pontuação foi revisada em 2023
  • Selecionados anos de início, fim e pontos notáveis (melhor e pior posição) de cada mandato
Decisões e limitações
  • A metodologia do RSF foi revisada em 2023: a pontuação absoluta não é comparável antes e depois dessa data. A posição no ranking é relativamente mais estável e foi priorizada
  • O índice mede percepção e condições estruturais — não ocorrências verificadas individualmente. Declarado em nota
  • A queda de 2012–2014 (Dilma) tem causas mistas: protestos de 2013 geraram violência contra jornalistas, mas também houve mudanças na metodologia do RSF. Declarado em nota
Por que este indicador foi mantido quando o IPC foi removido

O IPC da Transparência Internacional foi removido por medir percepção de corrupção de executivos e analistas financeiros — grupo com viés pró-mercado documentado — e por não ter ocorrências verificáveis como base. O RSF, embora também mida percepção, avalia condições estruturais (marco legal, violência contra jornalistas, acesso à informação) que têm mais respaldo verificável. A decisão de manter um e remover o outro foi documentada e está declarada na seção de decisões gerais.